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Yahrtzeit PDF Imprimir E-mail
Em Memoria do R. Gavriel e Rivka


Lembretes de Yahrtzeit

Este é um novo serviço, onde você receberá um lembrete da data do yahrtzeit em seu e-mail.

O Yahrtzeit, ou aniversário de falecimento de um ente querido, é uma época para relembrar a pessoa, recitando o cadish na sinagoga, fazendo mais caridade e acrescentando no estudo.

Por favor, informe o nome do falecido, e o dia do falecimento:

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Costumes do Yahrtzeit

Em particular

Luto pela perda de um parente é um assunto muito pessoal. Nossos pensamentos no dia do Yahrtzeit irão refletir nossas lembranças da pessoa que se foi e o relacionamento que tivemos com ela. As práticas que observamos nos ajudam a ponderar e nos focarmos em nossas memórias daqueles que faleceram.

  • Acendendo Velas
  • Estudando a Torá
  • Visitando o túmulo
  • Recitando Salmos
  • Fazendo Caridade

Em Público

As almas de todo o povo Judeu estão conectadas; e a perda de um afeta a todos. Atos públicos demonstram que o falecido não era apenas um indivíduo, mas também parte de uma comunidade.


  • Dizendo Kaddish
  • Yizkor
  • Siyum
  • Ser Chamado à Torá
  • Recitando a Haftará na Sinagoga

Acendendo Velas

Acender a vela de Yahrtzeit é provavelmente o costume mais conhecido de Yahrtzeit. A vela é acesa no por do sol na véspera do aniversário de falecimento e a vela deve permanecer acesa por vinte e quarto horas. A chama da vela é comparada a uma alma. Assim como uma chama nunca está imóvel, também a alma está continuamente se esforçando para “alcançar” D-us. Também, como a alma humana, a chama da vela é algo que você não pode tocar e não é corpórea, mas mesmo assim você sabe que ela está lá. Assistir a chama tremulando facilmente leva a introspecção e pensamentos da alma que partiu.

A conexão entre a chama e a alma derivam do Livro de Provérbios (capítulo 20, verso 27): “A alma do homem é a luz de D-us”.


Estudando a Torá

Na tradição Judaica, estudar a Torá é considerado como uma Mitsvá – uma atividade de elevado mérito. A busca de conhecimento eleva a alma humana e é a base do desenvolvimento intelectual e espiritual do indivíduo.

É considerado particularmente apropriado ocupar-se com estudo da Torá em mérito da pessoa falecida, deste modo ligando o próprio desenvolvimento espiritual com os reinos divines onde a alma da pessoa falecida agora “reside”. Um costume diz respeito ao estudo de passagens da Mishná (Lei Oral). Isto é porque a palavra Hebraica Mishná, soletrada, mem-shin-nun-hei, é composta das mesmas letras que a palavra Hebraica Neshamah (alma), soletrada nun-shin-mem-hei. Disso se entende que através do processo da aprendizagem, benefício resultará tanto para a pessoa que esta estudando, como para a alma da pessoa falecida, em cujo mérito estamos estudando.

Ainda que não haja uma obrigação de estudar alguma seção em particular, há um costume de selecionar aquelas passagens que começam com as letras do nome Hebraico da pessoa falecida. Assim, por exemplo, se a falecida se chamava Dinah (soletrada Dalet, Yud, Nun, Hei), as passagens a serem estudadas incluirão aquelas que comecem com um Dalet, um Yud, um Nun e um Hei.

Na conclusão de uma porção do estudo, uma reunião pública, conhecida como Siyum é normalmente realizada.


Visitando o túmulo

Muitas pessoas encontram um grande conforto visitando o túmulo de seus parentes falecidos, e a esta prática é encorajada, especialmente no Yahrtzeit – o aniversário do falecimento. No entanto, nossos Rabinos são claros de que não é aceitável ir ao túmulo e implorer ao falecido que interceda junto ao Todo-Poderoso em seu benefício. Alguém que faça isso está transgredindo a ordem da Torá contra “inquirir os mortos”.

No cemitério, é apenas permitido implorar a D-us que Ele tenha piedade de nós, pelos meritos das pessoas piedosas que estão enterradas ali.

Não é a tradicional costume Judaica colocar flores em túmulos, mas há um costume generalizado de colocar um pequeno seixo no túmulo quando se visita um cemitério. Várias razões sugerem isto:

  • Antes de túmulos formais serem introduzidos, era costume marcar o local de sepultamento o cobrindo com uma pilha de pedras e seixos. Uma vez que estes elementos podem se mover pela natureza, ou por pessoas que passam no local, tornou-se um costume trocá-los cada vez que alguém visitava o local, e este costume persistiu.

  • Pensa-se que é para lembrar a prática antiga de selar a abertura do túmelo com uma grande pedra.

  • Muitas pessoas pensam disso como um sinal de que alguém visitou o túmulo, e consideram uma honra a memória da pessoa falecida deixar um símbolo daquela visita.

Outras ocasiões quando é particularmente apropriado visitor túmulos de parentes são dias de jejuns e nas semanas que antecedam as Grandes festas (Rosh Hashaná e Yom Kipur).

Recitando Salmos

O Livro dos Salmos é o mais abrangente livro de orações já escrito. Entre os 150 salmos continos no livro, são encontradas palavras que se encaixam para qualquer ocasião concebida. Portanto não é surpresa que, em cada geração, judeus não pensariam em sair de casa sem sua cópia dos Tehilim (Salmos), para satisfazer suas almas, da mesma forma que se preocupam em ter provisões para alimentar-se e satisfazer os seus corpos.

Salmos que foram identificados pelos Rabinos como sendo particularmente apropriados de serem recitados em um cemitério são:

  • Salmo 33 – descrevendo a vigilância de D-us sobre os Seus suditos, protegendo-os do mal..
  • Salmo 16 – contem uma alusão de que colocando-se a fé em D-us leva a Sua proteção neste mundo e pela eternidade.
  • Salmo 17 – um pedido a D-us que escute nossas rezas e garanta-nos uma boa porção neste mundo e no próximo.
  • Salmo 72 – descrevendo os atributos de um rei, incluindo agir corretamente. Alguns Rabinos tem a opinião de que este salmo é uma reza pelo Messias.
  • Salmo 91 – declarando que D-us protége aqueles que confiam Nele.
  • Salmo 104 – exaltando D-us como o criador do mundo e de todas as suas surpreendentes maravilhas.
  • Salmo 130 – um intense reza que D-us escuta nossos pedidos e nos perdoa de nossos pecados.

Como com a Mishná, alguns tem a prática de recitar versos dos Salmos com as letras inciais do nome Hebraico da pessoa falecida. O Salmo 119 é particularmente apropriado para isto. Seus 176 versos são divididos em grupos de oito, os versos em cada grupo começando com a mesma letra do Hebraico. Há 22 grupos de versos, um para cada letra do alfabeto.


Fazendo Caridade

A palavra usada em Habraico para Caridade é Tzedakah. A palavra em Hebraico tem uma conotação muito mais amplo do que apenas dar dinheiro para os pobres. Ela reflete conceitos de justiça, bondade e honestidade integral às normas de comportamento esperadas quando se lida com outras pessoas. A implicação é que a doação de caridade abrange todos os elementos de retidão que destaca a pessoa justa.

Não é, portanto, surpreendente que o ato de Tzedakah seja considerado como uma mitsvá básica – uma obrigação – e seja mencionado diversas vezes na literatura Judaica. O Livro dos Provérbios (10,2; 11,4) nos conta que Tzedakah Tatsil Mimavet - Caridade (e atos de caridade) salva a pessoa da morte – e dar caridade, dizem os Rabinos, é um dos métodos de “afastar o decreto negativo” (Talmud Babilônico, tratado Rosh HaShanah).

Desde os tempos imemoriais, o judeu doa caridade em memória de um parente falecido, e é particularmente apropriado fazer isso a cada ano, no Yahrtzeit – o aniversário de seu falecimento. Em um nível místico, o cumprimento desta mitsvá vital tem o poder de elevar a alma do falecido, mas uma explicação mais tangível é dada no trabalho chamado Sefer Chassidim (Livro dos Santos) pelo Rabbi Yehudah há-Chasid de Regensburg, que viveu no fim do século 12.

Sefer Chassidim pergunta: 'Como podem os méritos de uma pessoa serem creditados a outra pessoa após sua morte?'

A explicação é a seguinte: Se um pai instruí seus filhos para aprender e fazer bons atos, então, como as recompensas que o filho ganha são devido à instrução dos pais, o filho pode ter estas ações creditas a seus pais.

Quando pais judeus ensinam seus filhos a fazer caridade, é por causa da instrução dos pais que o filho faz Tzedacá, e assim, a eles pertencem o crédito pelas doações de caridade do filho (ou filha).



Em Público

As almas de todo o povo Judeu estão conectadas; e a perda de um afeta a todos. Atos públicos demonstram que o falecido não era apenas um indivíduo, mas também parte de uma comunidade.


Dizendo Kaddish

As rezas de Kaddish são uma afirmação de que D-us é o único soberano do mundo, e a fonte definitiva de toda salvação. Não é intrinsicamente uma reza de memória e não contém referência a morte ou ao falecido. No entanto, recitar o Kaddish se tornou o mais significante ato que um filho (ou filha) faz como parte das tradições Judaicas de lembrança.

A idéia por trás de dizer Kaddish é que todo ser humano tem a responsabilidade de conduzir sua vida de um modo que enaltecerá sempre a glória de D-us. Inevitavelmente, em nossas vidas todos nós caímos um pouco nesta meta, e estas transgressões diminuem desta glória.

Parte do poder do Kaddish está no fato que é sempre recitado na presença de uma congregação de no mínimo dez adultos (uma minyam), assegurando deste modo que as declarações contidas na reza sejam feitas em public. Cada vez que um enlutado recita o Kaddish, o que faz com que a congregação responda com as palavras Yehey sh'mey raba mevorach le'olam u'le'olmey olmaya - Que Seu grande nome seja bendito eternamente e por todo o sempre; – o efeito negativo de cada transgressão é contra atacado, e a alma que partiu é elevada a reinos celestiais elevados.

A origem desta prática não é fácil de ser encontrada. Parece derivar de uma tradição, conforme nos conta como Rabbi Akiva uma vez encontrou-se com a alma de um coletor de impostos desonesto. A alma estava profundamente deprimida, pois ele estava sofrendo pelos pecados que havia cometido enquanto estava na terra, e ele contou a Rabbi Akiva que seu sofrimento cessaria se um de seus filhos recitasse o Kaddish, causando assim que a congregação respondesse louvando o nome de D-us.

Rabbi Akiva ensinou ao filho o que falar, é nos dito que a recitação do Kadish pelo filho, de fato, aliviou a alma do pai do seu tormento.

Ainda que de origem obscura, a oração do Kaddish é sem dúvida uma das mais poderosas evocativas partes da liturgia Judaica. Recitar o Kaddish dos enlutados liga aqeles que estão vivos hoje com todas as gerações passadas, em uma perpetuação de fé e esperança que ajudou o povo Judeu a sobreviver e florescer, apesar de todas as tentivas de sua aniquilação.

As rezas do Kaddish estão disponíveis no Kaddish Trainer.


Yizkor

As orações de Yizkor são ditas na sinagoga em quarto ocasiões durante o ano. No ultimo dia das Festividades de Pessach, Shavuot e Sucot, e em Yom Kipur, o Dia do Perdão. Nestas orações pedimos a D-us para ‘lembrar-se’ das almas da família e amigos que faleceram. Na realidade é uma oportunidade para que nós nos lembremos de nossos parentes que partiram, lembremos quem eles foram e obtermos inspiração de suas vidas.

As Festas Judaicas são essencialmente ocasiões familiares. Em tempos antigos as famílas viajavam a Jerusalém para celebrar a ocasião, juntos, no Templo. Nos tempos modernos são uma oportunidade para pais, filhos e netos se juntarem nos serviços na sinagoga e nas refeições comemorativas. É uma ocasião apropriada para lembrar daqueles membros da família que faleceram e refletir sobre sua contrubuição para nossas vidas.

As orações de Yizkor incluem um comprometimento de fazer uma doação de caridade em nome da pessoa que faleceu. Como nos dias do Templo, visitantes à Jerusalém eram obrigados a doar o que eles puderem para os fundos do Templo, assim, também, prometemos nossa própria doação à caridade. Fazendo esta mitsvá em nome da pessoa falecida, dividimos o mérito com ela e elevamos o status de sua memória.

Isto é especialmente significativo em conexão com o Yizkor de Yom Kipur, quando Expiação é solicitada para nós mesmos bem como para as gerações que partiram.

Tradicionalmente, o service de Yizkor também incorpora rezas que evocam a memória de parentes que foram martirizados por serem Judeus, e muitas comunidades também incluem uma reza especial para aqueles que morreram em defesa do Estado de Israel.

Em nossa geração quando pensamos em mártires, nossos pensamentos vão diretamente aos seis milhões de Judeus – muitos, possivelmente, que eram nossos parentes – que foram mortos durante o Holocausto Nazista. Entretanto rezas para aqueles que abriram mão de suas vidas por sua fé sempre foram incluídas em livros de rezas, demonstrando graficamente que Judeus atraves dos tempos tiveram que enfrentar a possibilidade de morte violenta pelas mãos daqueles que não conformam-se com nossa existência.


O serviço de Yizkor consiste das seguintes rezas:

  • As rezas de Yizkor, lidas individualmente para cada pai, mãe e parente próximo. Nestas orações mencionamos o nome do falecido e pedimos a D-us que ‘lembre-se de sua alma. Em troca nós nos comprometemos a fazer uma doação para caridade. Muitos livros de rezas incluem rezas para os pais, para as mães, e também para mártires e familiares.
  • El male rachamim (A Reza Memorial). Neste oração memorial pedimos a D-us para ‘conceder perfeito descanso’ às almas de nossos parentes falecidos, novamente mencionando seus nomes. Mais uma vez nos comprometemos a dar uma quantia em dinheiro e rezamos para que a recompensa desta mitsvá seja para seu mérito.
  • Av Harachamim Reza Memorial onde pedimos a D-us para lembrar-se das muitas comunidades Judaicas que foram destruídas através dos tempos e para retribuir seu sangue derramado.

Em muitas comunidades, aqueles que tem pai e mãe vivos tem o costume de sair da sinagoga durante a primeira parte do service de Yizkor, retornando quando a congregação recita a Reza Memorial Av Harachamim.


Alguns outros costumes:

Siyum

Há um costume de que sempre que o estudo de uma seção da Lei Oral é complete, uma celebração conhecida como Siyum (palavra Hebraica para 'Conclusão') é feita. Durante o Siyum, seleções dos textos que foram estudados são lidas e uma forma especial da reza de Kaddish é dita. Em seguida, aqueles presentes compartilham um lanche, dizendo as bênçãos apropriadas.

Uma prática tradicional é arranjar para completar o estudo de uma seção da Lei Oral para coincidir com a data do Yahrzeit de um parente. No Yahrzeit, amigos e família juntam-se e participam do Siyum, que é dedicado à memória dos falecidos. As leituras, rezas, e bençãos ditas durante o Siyum são, deste modo, consideradas como seu mérito. Em termos místicos, a alma do parente que partiu é considerada ‘beneficitada’ pelo Siyum feito em seu nome e isto é considerado especialmente propício cada ano na data do Yahrtzeit.


Ser Chamado à Torá

Em muitas sinagogas um membro que está em observância do Yahrtzeit para um parente será chamado à leitura da Torá no Shabat que precede a data do Yahrtzeit e/ou no dia do Yahrtzeit, se for em um dia quando a Torá é lida. Ser chamado à Torá e recitar as bençãos prescritas é considerado uma mitsvá – ato meritorioso – e traz honra à memória do parente falecido.

Em algumas sinagogas, para marcar o iminente Yahrtzeit, o Leitor (Chazan) recitará a Reza Memorial.


Recitando a Haftará na Sinagoga

A última porção da leitura da Torá em Shabat e Yom Tov (dias santificados) é o Maftir. A pessoa chamada nesta leitura lê a Haftará – se é apto a fazê-lo – e recita as bênçãos apropriadas. A Haftará é uma leitura dos Profetas que foi escolhida para refletir o conteúdo da porção semanal da Torá ou, onde for aplicável, o evento significativo religioso da semana pelo calendário judaico.

Uma pessoa que será chamada para Maftir normalmente será avisada com antecedência, permitindo a ele que se prepare para a leitura da Haftará.



Mais costumes aqui Falecimento & luto

Assume uma Mitzva


Nossos corações e mentes estão com os nossos irmãos e irmãs de Mumbai:

Com o pequeno Moishele Holtzberg - miraculosamente resgatado do sitiado Beit Chabad em Mumbai, com os avós do Moishele - de luto pela perda de seu filho e filha, cujas vidas foram tragicamente ceifadas enquanto trabalhavam como emissários de bondade e luz, com as famílias das outras vítimas inocentes assassinadas na Casa Chabad e com todas as vítimas inocentes dos ataques terríveis a Mumbai - com eles, suas famílias e todos que se importam com eles...

A maioria de nós a milhares de quilômetros de distância, podemos estar pensando: O que podemos fazer para ajudar?

Sim, há algo que podemos fazer.

Uma mitsvá, uma Divina ação, tem o poder de atingir profundamente o núcleo de nosso ser - onde todos somos um. Nesse núcleo, uma ação positiva da nossa parte pode ajudar a trazer paz e bondade para este mundo conturbado.

Qual a melhor maneira de honrar o pequeno Moishele, e para exaltar a valentia de seus pais corajosos e todas as outras vítimas, do que perpetuar suas vidas - vidas que se dedicaram a trazer a bondade e a Divindade em nosso mundo tão sofrido, do que tomar um minuto para se comprometer com UMA MITSVA HOJE!!



Um Tributo - Gabi e Rivki

Dennis Prager Dennis Prager
Dennis Prager é autor de livros, colunista nacionalmente reconhecido, e apresentador de um Talk Show em 60 estações de rádio nos Estados Unidos. Pode ser contatado através de seu website www.dennisprager.com.

gabi-e-rivkiFicou óbvio para os observadores em todo o mundo que um dos alvos dos terroristas islâmicos paquistaneses era o Beit Chabad de Mumbai, o único centro judaico ali. Os 10 terroristas que foram do Paquistão para a India escolheram seus alvos com muito cuidado.

Se presumirmos que as metas fundamentais dos terroristas eram desestabilizar a India, enfraquecer a crescente cooperação indiano-paquistanesa na luta contra o terrorismo, e aumentar grandemente a tensão entre os dois países, esperando uma guerra militar entre eles, cada um dos alvos fez sentido estratégico. Matar o máximo possível de pessoas no maior centro econômico da India, incluindo o maior número de turistas estrangeiros nos melhores hotéis de Mumbai, também fazia sentido.

Porém um dos alvos não fazia sentido. Na verdade, até que o ataque terminasse as pessoas estavam incertas se o ataque terrorista no centro judaico conhecido como Beit Chabad era parte do plano original ou se fora escolhido aleatoriamente. Somente quando o único terrorista a ser capturado contou aos interrogadores que o Beit Chabad há um ano fazia parte dos planos, ficou evidente que matar o Rabino, sua esposa e filhos e quaisquer outros judeus presentes era parte do plano.


A pergunta é por quê?
Por que um grupo de terroristas islâmicos do Paquistão cujo alvo primário é que o Paquistão assuma o controle de um terço da Caxemira que pertence à India e portanto visava a desestabilizar a maior cidade indiana devota tantos esforços – 20% de sua força de 10 pistoleiros cuja meta declarada era matar 5.000 – para matar um rabino e quaisquer judeus que estivessem com ele?

A pergunta ecoa desde a Segunda Guerra: por que Hitler devotou tanto tempo, dinheiro e tropas para assassinar todo judeu, homem, mulher e criança em todos os países ocupados pelos nazistas? Por que Hitler – como foi documentado pela historiadora Lucy Dawidowicz em seu livro “A Guerra Contra os Judeus” – enfraqueceu o esforço de guerra desviando dinheiro, tropas e veículos militares de lutar contra os Aliados para perseguir judeus e embarcá-los para os campos de morte?

Sob a perspectiva de cientistas políticos, historiadores e jornalistas contemporâneos, a resposta a estas questões não é racional. Porém a não-racionalidade de uma resposta não é sinônimo de sua não-validade.

velaPara os islâmicos, como para os nazistas, a destruição dos judeus – e desde 1948 – do estado judaico – é vital para a sua visão do mundo.

Se alguém tiver uma explicação melhor sobre por que terroristas paquistaneses, preocupados em desestabilizar a India, fariam tantos esforços para encontrar o único centro judaico num país que é essencialmente vazio de judeus, eu gostaria de ouvi-la.

Com todo o ódio que os paquistaneses islâmicos têm dos hindus, eles não atacaram um templo hindu sequer na maior cidade da India.

Com todo o ódio que eles têm dos cristãos infiéis, os terroristas não procuram um só dos 700.000 cristãos em Mumbai.

Para reforçar meu argumento, imagine uma organização separatista basca atacando Madri. Os terroristas perderiam tempo paraa assassinar todos aqueles no Beit Chabad de Madri? A idéia é risível. Porém ninguém parece achar estranho que terroristas islâmicos paquistaneses que odeiam a India e querem que os indianos abram mão do controle sobre a Caxemira envie dois de seus 10 terroristas para matar talvez o único rabino em Mumbai. Como relatou a revista Newsweek durante o cerco, como judeus ortodoxos estavam sob a mira de revólveres pelos mujahedin, parecia improvável que houvesse sobreviventes. A Newsweek, assim como quase todos, simplesmente presumiu que os islâmicos assassinarão judeus sempre e onde for possível.

Eles estão certos - Durante anos tenho advertido que os maiores males começam muitas vezes com o assassinato de judeus, e portanto os não-judeus que descartam o ódio aos judeus (também chamado de anti-semitismo, ou anti-sionismo), aprenderão tarde demais que aqueles que odeiam judeus e israelenses somente começam com os judeus, mas nunca terminam com eles. Quando os judeus israelenses eram quase que o único alvo dos terroristas islâmicos, o mundo tratou este como um problema judaico ou israelense. Então tornou-se um problema americano ou europeu, filipino ou tailandês, ou indonésio ou hindu.

Dois pontos finais: Um é que é estranhamente apropriado que na mesma semana em que os assassinatos em Mumbai estavam ocorrendo, a Assembléia Geral das Nações Unidas tenha passado mais seis resoluções anti-israel. Como tem feito há décadas, a ONU mais uma vez sancionou o ódio contra um país decente e bom, tão pequeno no mapa do mundo quanto o Beit Chabad no mapa de Mumbai.

Dois: Declarações de Chabad em reação ao assassinato e tortura do rabino de 28 anos e sua esposa conclamaram a humanidade a reagir a esta maldade com atos aleatórios de bondade. O mal odeia a bondade. É por isso que os terroristas atacaram um rabino de Chabad e sua esposa.

Abrindo as Portas

rabino Sacks
Rabino Chefe da inglaterra, Professor Jonathan Sacks
Pelo Rabino Chefe da Inglaterra, Professor Jonathan Sacks
Thought For The Day – 5 de dezembro de 2008
Quarta-feira a noite a comunidade judaica londrina realizou uma homenagem às vítimas do terrorismo em Mumbai. E em meio a lembrança de todos, com suas inúmeras e distintas crenças, falamos de duas pessoas em particular: o jovem rabino Gavriel e sua esposa Rivkah Holzberg, pois sentimos uma conexão especial.

Da mesma forma que agiam Avraham e Sara épocas atrás, eles também deixaram sua casa, seu local de nascimento e suas famílias para irem a uma terra distante, oferecer hospitalidade a estrangeiros, comida aos famintos e uma cama àqueles que não tinham mais nenhum lugar para onde ir.

Nunca conheci pessoalmente os Holtzbergs, mas sabia que eu e eles fomos inspirados pelo mesmo homem: Rabi Menachem Mendel Schneersohn, o Rebe, um dos grandes líderes judaicos do século vinte. Ele fez o que nenhum judeu havia feito antes; enviou emissários a todas as partes do mundo para fazer o que os Holtzbergs haviam feito: abrir suas portas e corações a estrangeiros.

Por anos me questionei o por quê. O que o fez embarcar nesta missão extraordinária? E então compreendi. Rebe Schneersohn, um judeu místico, acreditava na idéia de tikun [conserto], que através de nossos atos somos capazes de redimir um mundo fraturado, e resgatar fragmentos da luz divina do coração da escuridão humana.
Mas ele vivenciou o Holocausto, no qual o mundo judaico da Europa Ocidental foi dizimado. Como é possível redimir um mal desta magnitude?
Foi então que consegui vislumbrar uma ínfima parte de sua ampla visão, do que acredito que ele tinha em mente. Se os nazistas haviam perseguido todo e cada judeu com tanto ódio, ele enviaria seus emissários a procura de cada judeu, com amor.
A tragédia de Mumbai nos mostra quanto trabalho ainda temos pela frente.

Quase exatamente há um ano, minha esposa Elaine e eu participamos pela primeira vez de um encontro com Dalai Lama e outros líderes religiosos, hindus, kikhs, cristãos, muçulmanos entre outros, a fim de compartilhar a sabedoria de nossas variadas tradições, e provar o custume tão lindo dos Sikhs, semelhante ao dos Holtzbergs, de promover a hospitalidade a estrangeiros. E lá em Amritsar, a cidade cujo coração é um templo dourado, encontrei outras pessoas fazendo dentro de suas religiões, algo semelhante ao que o Rebe realizou na sua: propagar o amor.

Estaremos todos nós errados? O terror mostra que a abertura significa vulnerabilidade? Não. O amor ainda cura, a bondade ainda redime, e o terror, que destrói outros, acaba destruindo a si próprio, enquanto a memória daqueles que ofereceram bondade a estrangeiros permanece viva para sempre.

 

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